Dizia-me tu, que eu era tua alegria
Teus alvos dias se perdiam ao meu ser
Lembrava-me tu, que eu por ti me apaixonaria
Minhas vontades podiam não mais florescer
Olha-me bem aos olhos e diga-me o que vês
São frontes nubladas, cheia da negrice dos tempos passados
No entanto, a imagem da tua face ainda vaga em minh’alma
Teu riso não é mais como era, a aurora em ti virou entardecer
Os mesmos lábios que beijaste ainda são fogo
Tenho ainda em mim tua felicidade docemente guardada
Tristeza, meu delicado vício, venha a mim logo!
Onde possas como antes relatar madrugadas de lembranças
Agora só me restam amargas heranças do que um dia nos fez feliz
Escrevia-me sorrindo ardentemente, que ao Sol fazia inveja
Ah! Meu anjo...
Tinha-te eu encantado a vida, pulsava por mim teu coração
Que tempo desgraça! Que rumo tomamos então?!
Tudo o que vivemos virou mera recordação.
Tanise Tadielo
